DESTAQUE

    Posts em Destaque

    Ícones Sociais






Loading...
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

Guia turístico do Recife

Quer saber que atrações vai encontrar em cada um dos pontos turistícos, clique no nome e vá para pagina principal de cada um deles:


Forte
do Brum
Praça Luso-Brasileira.Tel. (081) 3224 4334 / 3224 4620.



Museu do Instituto Arqueológico, Histórico e Geográfico Pernambucano
L
ocal: rua do Hospício, nº 130, Boa Vista.
Horário: 2ª a 6ª feira das 13 h às 17h.
Sábados das 8:00 às 12:00 horas
Preço: R$ 1,00.
Telefone: (81) 3222-4952


Museu do Estado de Pernambuco - MEPE
Av. Rui Barbosa, 960 - Graças
(81) 3426-5943 - 3427-9322
Horário: 3ª a 6ª feira das 9:00 às 17:50 hs
sábado e domingo das 14:00 às 17:30 hs



Museu do Trem
Praça Visconde de Mauá, no prédio da estação central do Metrô. Tel. (081) 424 2022.



Mercado de S. José
Praça D. Vital.
Tel. (081)
224 0714.





Bairro de Santo Antônio, no Centro.





Endereço: Recife Antigo
Bairro: Centro




Rua da Aurora
Recife




Bairro de Dois Irmãos.
Tel. (081) 268 1354.




Faculdade de Direito do Recife - Construção antiga que abriga o primeiro curso de Direito do país.




Forte das Cinco Pontas - Em contraposição à arquitetura dos outros fortes Pernambucanos, de quatro pontas.



Ponte Maurício de Nassau - Liga o bairro do Recife Antigo ao bairro de S. Antonio. Erguida em 1643, um ano antes de Maurício de Nassau voltar à Europa. Restaurada, não tem mais o arco da Conceição, uma das portas da cidade, demolido em 1917.




Ponte Velha - Liga o bairro de Sto. Antônio, nas proximidades da Casa da Cultura, ao bairro dos Coelhos. Em estilo colonial, com destaque para suas luminárias.



Ponte da Boa Vista - Liga a Rua Nova, no bairro de Sto. Antônio, à Rua da Imperatriz, no Bairro da Boa Vista. Destaque para enormes treliças em ferro construídas por sobre a ponte.




Diário de Pernambuco - Edifício do século XX, abriga o mais antigo jornal em circulação na América latina. Local: Praça da Independência;



Obs: guia em construção

Dois irmãos, encantador

Reportagem mais do que especial preparada para você, leitor do OrkutComments.
Você conhece o Parque Dois Irmãos ? Já fez trilhas? Já viu animais lindos e exóticos pessoalmente? Não?
De domingo à domingo isso é possivel, das
8h até as 16h.

Lá encontramos plantas e animais nativos, como preguiças, sagüis, tartarugas, quatis, capivaras, tatus, além de uma enorme variedade de pássaros.
Leões, Lhamas e ursos
também são moradores de lá!
O Parque possui cerca de 600 animais entre aves, répteis e mamíferos distribuídos em mais de 200 espécies.
Em 14 de janeiro de 1939 foi criado o Jardim Zoobotânico de Dois Irmãos, que passou por muitas mudanças e adaptações, tanto de espaço como de animais ao longo dos anos!
Lá temos também um Oceanário, e muitas placas de informações, é um local lindo, e muito interessante! Ótimo para aprender, e um perfeito cenário para fotos!
Com muitos guias, podemos obter qualquer informação sobre qualquer animal que esteja lá! Estão todos muito bem presos, embora tenham espaço suficiente para se exercitar.
Todos os animais muito bem cuidados, e muito bonitos.
Há também grande diversidade de fauna, encontramos uma das maiores áreas de mata atlântica no nordeste. E lembrando sempre de não pisar nem arrancar folhas, nem plantas, o cenário será sempre lindo. Contamos com a presença de muitas crianças, embora adolecentes e adultos marquem presença.
Se você procura um programa diferente, ou quer conhecer mais os animais e o ecossistema que nos rodeia, ou simplesmente deseja lindas fotos, o
Horto Dois Irmãos é o lugar perfeito.
Tendo até um chamativo para um piquenique charmoso num domingo à tarde com os amigos, respeitando sempre as normas do local, temos um maravilhoso fim de tarde.
Proxima semana mais detalhes e mais fotos do Zoo.

Ver também:
Horto Zoobotânico de Dois Irmãos

Horto Zoobotânico de Dois Irmãos

O Horto Florestal de Dois Irmãos foi fundado em 1916, nas terras do Engenho Dois Irmãos, pertencente a Antônio e Tomás Lins Caldas. O engenho que deu origem ao horto foi um dos primeiros fundados no Brasil, no ano de 1577. Inicialmente administrado pela Prefeitura do Recife, passando em 1935 à Fundação do Instituto de Pesquisas Agronômicas - IPA.
Em 14 de janeiro de 1939 foi criado o Jardim Zoobotânico de Dois Irmãos, tendo como seu primeiro diretor o professor e ecólogo João de Vasconcelos Sobrinho. A partir de 1969, passou a ser administrado pela Empresa Pernambucana de Turismo - EMPETUR, vinculada à Secretaria de Turismo, Cultura e Esportes. Em 1987, foi transformado em Reserva Ecológica pela Lei nº 9.989 de 13 de janeiro de 1989.
O Jardim Zoobotânico de Dois Irmãos passou a denominar-se Parque Dois Irmãos em 7 de julho de 1997, abrangendo uma área de 387,4 hectares, incluindo os açudes do Prata, do Meio e o de Dois Irmãos, além de 14 hectares do Horto Zoobotânico de Dois Irmãos. Em 29 de dezembro de 1998, o Governo do Estado, Dr. Miguel Arraes, homologou a Lei nº 11.622, transformando a Reserva Ecológica de Dois Irmãos em Parque Estadual Dois Irmãos. Atualmente está subordinado à Secretaria de Ciência, Tecnologia e Meio Ambiente. Em dezembro de 2006, a área do Parque foi reduzida a 384,42 hectares, através da Lei Nº. 13.159.
Funciona, ainda, dentro do parque o Centro Vasconcelos Sobrinho de Educação Ambiental e o Museu de Ciências Naturais.
O Centro Vasconcelos Sobrinho de Educação Ambiental tem por objetivo de socializar e promover os conhecimentos nas áreas de Ciências Biológicas, Veterinária, Zootecnia e Educação Ambiental. O Centro mantém uma programação de exposições temáticas, cursos e palestras sobre o meio ambiente, envolvendo conservação, preservação e reciclagem.
Como uma instituição educativa, incorpora as ações de divulgação e ampliação dos programas e projetos educacionais a todos os segmentos da sociedade, e, em particular, entre aquelas envolvidas no processo educacional - escolas, universidades, centros de pesquisas e desenvolvimento, secretarias, prefeituras, municípios, centros de lazer e entretenimento.

O Museu de Ciências Naturais conta com um acervo de animais taxidermizados da fauna e flora local, expostos num cenário que reflete o seu habitat natural, embelezado com árvores e plantas nativas da nossa vegetação encontrada na Reserva Ecológica do Parque.

Visitação:

Para atender pesquisadores, estudantes e visitantes, o Parque Dois Irmãos desenvolve um amplo projeto de visitação com diversos programas que se adequam aos interesses da comunidade.

Parque Dois Irmãos
Endereço: Praça Farias Neves, s/n, Dois Irmãos, Recife - PE.
CEP: 52.171.011
Fone: (81) 3301.6518Fax: (81) 3441.7696
email: mailto:parque@parquedoisirmaos.com.br
Horário de funcionamento do Zoo: de domingo a domingo, das 8 ás 16h.
Valor do Ingresso: preço único de R$ 2,00 (dois reais)
Escolas Públicas Municipais e Estaduais (mediante ofício): R$1,00 (um real)

Rua da Aurora


Situada na margem esquerda do rio Capibaribe, no bairro da Boa Vista, era antigamente um pântano de propriedade do comerciante Casimiro Antônio Medeiros, o primeiro a construir naquelas terras, vencendo os alagados à margem esquerda do Capibaribe.

O local foi aterrado e, em 1806, nascia a rua da Aurora. Deram-lhe o nome de rua Visconde do Rio Branco, mas o nome que ficou mesmo foi o de cais da Aurora ou rua da Aurora.

É assim chamada porque voltada para o leste é a primeira a receber os raios do sol (aurora).

Começa na rua da Imperatriz e vai até a avenida Norte, já nobairro de Santo Amaro. No número 31, funcionou durante muitos anos a famosa sorveteria Gemba. Na esquina com a Av. Conde da Boa Vista, fica o Edifício Duarte Coelho, onde está localizado o cinema São Luiz, um dos mais tradicionais da cidade.

Até 1936, o Clube Internacional do Recife funcionava no prédio número 265 da rua da Aurora, assim como lá funcionaram, também, a garagem de remo do Clube Náutico Capibaribe (n. 1.193) e o Clube Esportivo Almirante Barroso (n.1.225).

A Fábrica Progresso, antigamente denominada Fábrica Aurora, que fabricava entre outras coisas pregos e lança-perfumes, fundada em 1879, também ficava localizada no final da rua, ao pé da ponte do Limoeiro.

Nos seus sobrados moravam conhecidas famílias pernambucanas Há vários prédios de estilo neoclássico, com destaque para os da Secretaria de Segurança Pública, antiga residência do presidente da Província de Pernambuco, Francisco do Rego Barros, o Conde da Boa Vista, o da Assembléia Legislativa do Estado de Pernambuco, que desde 1948, por sugestão do deputado Tabosa de Almeida, tem o nome dePalácio Joaquim Nabuco e ainda, o Ginásio Pernambucano.

Recife Antigo


Bairro do Recife, hoje chamado de Recife Antigo, teve origem no século XVI, numa faixa arenosa e estéril que ligava o porto natural ao istmo de Olinda, espremido entre o mar e os rios Capibaribe e Beberibe. O povoado do Recife viria a ser consolidado menos de um século depois, abrigando umas poucas casas de pescadores e portuários e armazéns para estocar mercadorias comercializadas entre os engenhos e a metrópole.
Na época, o porto chegou a ser considerado como o maior das Américas, recebendo toda a sua carga através de batéis que singravam os rios e canais trazendo a produção dos engenhos de cana-de-açúcar.
Foi no Recife Antigo que os holandeses se instalaram em 1637. A Rua do Bom Jesus, que testemunhou o esplendor do progresso urbano (1630-1654), foi o local escolhido pelos judeus para instalar a sua comunidade atuando no comércio ultramarino, sendo, por isso, chamada de Rua dos Judeus e Rua do Bode.Em 1636, foi nela erguida a sinagoga Kahal Kadosh Zur Israel (Pedra de Israel), a primeira das Américas, que se localizava nos prédios de nº 197 e 203, e que funcionou até 1654, onde recentemente foram descobertos o muro de contenção das marés e a micveh, poço onde aconteciam os banhos rituais dos judeus.
Após a saída de Maurício de Nassau do Recife, os judeus foram perseguidos e os padres da Congregação Santo Antônio herdaram os prédios. A rua mudou de nome, passando a ser chamada de Rua da Cruz e depois Rua do Bom Jesus, devido a capela construída nas imediações.
Com a expulsão dos holandeses, os portugueses continuaram a evolução urbana do bairro, permitindo a construção de várias obras como a Igreja e o Convento da Madre de Deus dos padres da Congregação de São Felipe Neri (1680-1707), da Igreja do Pilar (1160-1686) e do Forte do Matos (1684), assim como de diversas ruas.
Em 1710, ocorreu no local a Guerra dos Mascates.Em 1881, foi construída a Estação Ferroviária do Brum, ligando o Recife à cidade do Limoeiro.
Em 1885, foram concluídos o Teatro Apolo e a Torre do Observatório, chamada de Torre Malakoff em homenagem à torre homônima existente em Sebastopol, importante referêrencia na Guerra da Criméia (1854-55), episódio contemporâneo à sua construção.
No início do século XX, o bairro sofreu uma grande reforma, recebendo um traçado urbanístico tipicamente francês, influêrncia do arquiteto Louis Léger Vauthier, e perdendo importantes monumentos do início da colonização portuguesa e da passagem dos holandeses.
Entre 1907 e 1918, sofreu profundas intervenções com a construção do cais e armazéns do porto, do casario de arquitetura francesa e das avenidas Rio Branco e Marquês de Olinda. Por conta da reforma, foram demolidos o prédio da Associação Comercial e o edifício da Praticagem da Barra (1911).
Em 1912, foi demolida a Capela da Conceição dos Canoeiros, construída em 1851. Em 1913, foi demolido o Arco da Conceição, inaugurado em 1740, e a Matriz do Corpo Santo, edificada no século XVI. Em 1914, foi demolido o prédio da Companhia Pernambucana de Navegação.
O bairro tem 110 hectares, com 44 ruas, além dos becos e avenidas. É considerado hoje como Zona Especial de Preservação (ZEP), contando com 328 imóveis ao longo de sua extensão.

Praça da República


A Praça da República está situada no extremo norte da Ilha de Santo Antônio, no Recife, entre as margens do rio Capibaribe, e relativamente próxima à Praça da Independência. No século XVII, tratava-se de um espaço muito apreciado pelo Conde Maurício de Nassau que, nele, em 1642, construiu o Palácio de Friburgo, ou das Torres, onde mantinha um parque zôo-botânico.

No final do século XVIII, o referido Palácio é destruído e, a partir daí, o nome do logradouro muda diversas vezes. Primeiro é chamado de Campo do Palácio Velho; depois, troca-se para Campo do Erário, quando a tesouraria da Capitania de Pernambuco havia ocupado uma antiga dependência do Palácio das Torres. O nome se transforma em seguida em Campo da Honra, com a revolução de 1817. É importante registrar que, em 1821, no período em que o local se chamava Campo da Honra, foram nele enforcados os revolucionáros: Antônio Henrique Rabelo, padre Antônio Pereira de Albuquerque, Amaro Coutinho, Domingos Teotônio Jorge, José de Barros Lima (o Leão Coroado), José Peregrino Xavier de Carvalho e vigário Tenório.

Com a construção do novo Palácio do Governo, pelo Conde da Boa Vista, a praça é chamada de Largo do Palácio. Em 1859, depois da visita de Dom Pedro II a Pernambuco, o local é denominado Campo das Princesas. E, por fim, com a queda do império e a conseqüente mudança da forma de governo, o logradouro adquire o nome pelo qual ainda é chamado atualmente: Praça da República.

Essa praça possui oito estátuas de bronze, dispostas em duas grandes fileiras, que representam divindades clássicas da mitologia greco-romana: Ceres (deusa da fertilidade), Diana (deusa da caça), Flora (deusa das flores), Juno (rainha dos deuses e do Olimpo, protetora das mulheres e do casamento), Minerva (deusa das artes e ciências), Niobe, Vesta e Têmis (deusa da justiça). Os postes de iluminação, por sua vez, são esculturas de ferro, bem trabalhadas, e que apresentam as três Graças, filhas de Vênus: Tália, a verdejante; Agláia, o esplendor; e Eufrosina, a alegria. Alguns anjos se encontram na base desses postes, de onde é possível ler três frases escritas em latim que, traduzidas, dizem o seguinte:

Diante dos homens o longo amor testemunha a união dos dois corações. Diante de Deus, a união dos espíritos.

Aqui Catarina depositou o coração do rei, seu marido, desejando poder sepultá-lo no próprio seio.

Coração que perdeu a morada, coração que seguiu as coisas do alto. A graça eleva de fato as coisas ao ponto culminante.

Na praça, importantes ruas e avenidas têm início: a rua do Imperador Dom Pedro II, a avenida Dantas Barreto, a rua Frei Vicente Salvador, e a avenida Martins de Barros.

Um relevante conjunto de prédios, monumentos, estátuas e árvores estão presentes no logradouro e/ou à sua volta, como o Palácio do Governo (desde 1967, a residência oficial do Governador do Estado), o Teatro Santa Isabel, o Liceu de Artes e Ofícios, o Palácio da Justiça, a Secretaria da Fazenda, o Arquivo Público Estadual, a estátua (em bronze) de Francisco do Rego Barros (o Conde da Boa Vista), um baobá (árvore proveniente das estepes africanas, de tronco baixo, mas cuja grossura chega a atingir até 9 metros de diâmetro), algumas tamareiras (palmeiras ornamentais, originárias do norte da África, úteis pelos seus frutos e sua madeira), e uma fonte luminosa.

Cabe registrar que Francisco do Rego Barros (Barão, Visconde e, depois, Conde da Boa Vista), foi presidente da província de Pernambuco durante sete anos (1837-1844), e muito modernizou o Recife. Tendo estudado na Europa, e empreendendo novos métodos de trabalho, ele trouxe da França uma equipe de engenheiros e técnicos, e solicitou-lhes que construíssem estradas de rodagem e pontes, abrissem canais, realizassem aterros, e construíssem na cidade, inclusive, um novo Palácio do Governo e o Teatro Santa Isabel. Por essa razão, na Praça da República encontra-se uma estátua de um dos integrantes daquela equipe, o engenheiro francês Louis Léger Vauthier, fruto do trabalho do escultor pernambucano Abelardo da Hora, com um pequeno texto registrado em seu pedestal:

Louis Léger Vauthier amou o Recife, cidade a que serviu devotadamente de 1841 a 1848 com a sua ciência, com a sua inteligência e com o seu humanismo. O Recife lhe é grato. Gilberto Freyre. 7-10-1974. Administração Augusto Lucena.

A Praça da República, sem dúvida alguma, representa hoje o mais belo e bem cuidado logradouro público, assim como o principal centro cívico, cultural e administrativo da cidade do Recife.

Mercado São José

É o mais antigo edifício pré-fabricado em ferro no Brasil, exportado da Europa para o Recife, no final do século XIX.

Foi projetado pelo engenheiro da Câmara Municipal do Recife, J. Louis Lieuthier, em 1871, que se inspirou no Mercado de Grenelle, de Paris, e construído pelo engenheiro francês Louis Léger Vauthier, responsável também pela construção do Teatro de Santa Isabel.

O Mercado de São José foi inaugurado no dia 7 de setembro de 1875 e assim chamado por ter sido edificado no bairro de São José. Foi construído no mesmo local do antigo Largo da Ribeira do Peixe, onde eram comercializadas várias mercadorias para o consumo da cidade do Recife.

Passou desde a sua criação por algumas reformas, como a de 1906, cujas obras duraram dez meses e a de 1941, quando foram colocados os combogós de cimento, em substituição às venezianas de madeira e vidro. Ambas modificaram a sua feição original mas deixaram intacta sua estrutura de ferro.

Em novembro de 1989, uma parte do Mercado foi destruída por um incêndio que danificou sua estrutura. As obras de reconstrução só foram iniciadas quatro anos depois, em 1993, e sua reinauguração ocorreu em 12 de março de 1994.

Antigamente, lá se apresentavam mágicos, acrobatas, ventríloquos, ouvia-se sons de pandeiros, zabumbas, cavaquinhos e sanfonas e havia muitos tipos populares, hoje, em grande parte, ausentes do local. O Mercado já foi o maior centro no Recife de cantadores, emboladores e da literatura de cordel.

Do ponto de vista arquitetônico é um monumento nacional que não faz parte apenas do patrimônio cultural do Brasil, mas também da humanidade, pois se constitui num raro exemplar da arquitetura típica do ferro, no século XIX.

Atualmente, com seus 46 pavilhões, 561 boxes cobertos e 80 compartimentos na sua área externa, além de 24 outros destinados a peixes, 12 a crustáceos e 80 para carnes e frutas, o Mercado de São José é um local onde se encontra o melhor do artesanato regional, comidas típicas, folhetos de cordel, ervas medicinais, artigos para cultos afro-brasileiros, sendo também um importante centro de abastecimento do bairro de São José e um ponto de atração turística na cidade do Recife.

Museu do Trem

Em 1972, na antiga Estação Central, hoje Metrô do Recife (METROREC), foi criado o Museu do Trem. Este teve como patrono o sociólogo e antropólogo Gilberto Freyre e foi orientado pelo então Instituto Joaquim Nabuco de Pesquisas Sociais, hoje Fundação Joaquim Nabuco.

No pátio do Museu do Trem estão expostos um reboque, duas locomotivas do tipo Maria-fumaça, e uma locomotiva movida a óleo diesel.

Ali, o visitante pode apreciar o acervo iconográfico dos trens que circulavam por vários Estados do Nordeste do Brasil. O acervo evidencia a história da locomotiva, a história dos trilhos, fotos da primeira locomotiva e de outras estações de trens, trechos férreos com rodas de locomotivas, bem como cadeiras, vidros, janelas e porta-bagagens que pertenceram a vagões de primeira classe.

O Museu oferece aos visitantes centenas de objetos, ainda, a exemplo de caldeiras, geradores, baterias, lampiões, sinos, relógios, telégrafos, teodolitos, balanças, telefones, objetos variados (como porcelanas inglesas), além de uma série de livros, fotos e documentos sobre o tema.

Também estão presentes no Museu vários quadros de Gilberto Freyre, pintados à mão com lápis de cera, assim como uma placa que foi trazida da Estação das Cinco Pontas – que foi demolida com a edificação do viaduto – onde se lê o seguinte:
Daqui partiu a 8-2-1858 o primeiro trem da Estrada de Ferro do Recife ao São Francisco (“Recife and S. Francisco Railway Company”), inaugurando assim o trecho entre a Capital e a então vila do Cabo. (Memória do Inst. Arch. Hist. E Geogr. Pernambucano e da Rede Ferroviária do Nordeste no 1º centenário da inauguração). Recife, 8-2-1928.

É possível se observar, ainda, vários elementos do gabinete de trabalho do engenheiro Edgard Werneck (cujo nome foi dado à estação de Areias), tais como bureau, máquina de datilografia, máquina de calcular, carimbos pessoais, porta-moedas, lampiões e filtros.

O Museu do Trem funciona na antiga Estação Central, na Praça Visconde de Mauá, s/n, no bairro de São José, na cidade do Recife. Ele é gratuito e encontra-se aberto ao público de segunda à sexta-feira, das 9h às 12h e das 14h às 17h.

Museu do Estado de Pernambuco - MEPE

HISTÓRICO

O Museu do Estado de Pernambuco - MEPE foi criado em 08 de fevereiro de 1929, pelo Ato 240, assinado pelo Governador Estácio de Albuquerque Coimbra, por força da Lei Estadual no 1918, de 24 de agosto de 1928. Lei pioneira no Nordeste e no Brasil, que autorizava o Governo a criar uma Inspetoria Estadual de Monumentos Nacionais e um Museu Histórico e de Arte Antiga, a ela subordinado.

Pernambuco antecipa-se ao Governo Federal na defesa da memória nacional e na preservação do seu patrimônio artístico, histórico e cultural. Em 1930, o Museu instalou-se na cúpula do Palácio da Justiça, na praça da República, expondo, entre outras peças, a coleção de quadros do pintor pernambucano Telles Júnior.

Em 1933 o Museu foi extinto, e de 1934 a 1940 o seu acervo ficou sob a guarda da Biblioteca Pública do Estado. Surge no País uma nova política sobre preservação de bens culturais e o Museu do Estado de Pernambuco é recriado pelo Decreto no 491, de 10 de maio de 1940, sendo inauguradas suas novas instalações no casarão em Ponte D'Uchoa, onde funciona até hoje. Atualmente o Museu é unidade da Secretaria de Cultura.


INSTALAÇÕES FÍSICAS

O palacete do século XIX, que pertenceu ao Dr. Augusto Frederico de Oliveira, filho do Barão de Beberibe tornou-se sede própria do Museu do Estado de Pernambuco a partir de 1940. No começo do século XX, o prédio foi modificado com o acréscimo do segundo pavimento ( 1.222 m2 ) e, em dezembro de 1951, foi incorporado ao patrimônio do Museu um novo pavilhão, denominado de Anexo I, com 1.030 m2, ampliando o espaço cultural para novas atividades. Em 1988, o Museu ganhou nova reforma, desta feita nos porões do casarão, e passou a oferecer ao público duas galerias de exposições temporárias (cada uma com 107 m2). Compõe, ainda, o conjunto arquitetônico uma pequena casa, com 136 m2, que encontra-se em reforma para abrigar casa de chá / lanchonete.

O Museu do Estado de Pernambuco ocupa uma área de 9.043 m2, com amplo estacionamento e jardins ornamentados com esculturas e vasos de cerâmica portuguesa. A entrada principal é guardada por dois grifos de bronze: cabeça de águia, corpo de leão e cauda de serpente. Estátuas de zuavos, isto é, soldados de infantaria francesa constituída na Argélia, cujo fardamento foi copiado por outras localidades, inclusive pelos voluntários da Pátria baianos que lutaram na Guerra do Paraguai (1865-1870), ladeiam a escadaria que nos leva ao terraço frontal do Museu, onde estão, em mármore, as Musas, que presidem as Artes: Memmosina, da memória e mais 7 das suas 9 filhas com Zeus= Júpiter, que são: Euterpe, da música; Polímmnnia, a musa da retórica; Erato, da poesia; Melpomene, da tragédia; Tália, da comédia; Clio da história; e Calliope, da epopéia. No terraço lateral um canhão holandês, de bronze, com 3 metros de comprimento e, atrás do Museu 4 canhões da artilharia portuguesa, complementam a coleção de armaria.


EXPOSIÇÃO PERMANENTE

    TÉRREO
  • Sala 1 - Pinturas, gravuras, fotografias, esculturas e armaria
    Período Holandês - século XVII
  • Sala 2 - Arqueologia: cerâmica Marajoara (400-1350 d.C.), Maracá e Santarém.
    Material lítico: Pará, Pernambuco e Ceará
  • Sala 3 - Etnografia: arte plumária, escultura, trançado em palha e em miçanga, cerâmica, armaria indígena, mobiliário - século XX
  • Sala 4 - Mobiliário, pinturas, painéis votivos (expulsão dos holandeses de Pernambuco) - século XVII.
  • Sala 5 - Mobiliário barroco, imaginária e ex-votos em pintura - século XVIII;
    ex-votos em escultura de madeira - século XX
  • Sala 6 - Objetos de culto afro-brasileiro - século XX
  • Sala 7 - Mobiliário - século XVIII
    Porcelana chinesa Dinastias Min (1368-1644) e Tch'in (1644-1912)
    Porcelana inglesa - século XVIII
  • HALL - Objetos utilitários em latão e cobre - século XVII
    1o PAVIMENTO
  • HALL - Pinturas de Antônio Parreiras e Virgílio Maurício
  • Sala 1 - Mobiliário e imaginária - século XVIII
  • Sala 2 - Mobiliário (sala dos canapés) séculos XVIII-XIX
    Pinturas do pernambucano Telles Júnior - séculos XIX-XX
  • Sala 3 - Mobiliário, retratos, porcelana francesa, opalinas, cristais,
    objetos de toucador, ourivesaria - século XIX
  • Sala 4 - Salão de época - Império:
    Mobiliário Beranger, porcelana (Chantilly e Sèvres), cristais, retratos ( pinturas dos imperadores Pedro I e II e esposas) instrumentos musicais - século XIX
BIBLIOTECA

Especializada em Arte, História, Antropologia e ciências correlatas e aberta ao público, conta com um acervo de cerca de 4.000 títulos, 2.100 catálogos de salões e de exposições individuais e coletivas de artistas plásticos; além de recortes de jornais, vídeos, documentos administrativos e impressos publicados pelo Museu do Estado de Pernambuco. Encontra-se em fase inicial de informatização.

Graças ao intercâmbio com outras instituições serve, também, aos artistas plásticos, informações de exposições, regulamentos e fichas de inscrição de salões de arte a se realizarem no País.


PROGRAMAÇÃO

Cursos:


Pintura em Porcelana - Professora Marisa Varela
Período : de 01 de julho a 29 de setembro
Dias : Quartas e sextas
Horário : 9 às 12h

Papel Maché - Professora Marília Lacerda
Período : em andamento - até 31 de agosto
Dia : Terças
Horário : 9 às 11h

Pintura Acrílica Contemporânea - Professora Celina Medeiros
Período: em andamento - até 29 de novembro
Dia : Segundas
Horário : 14 às 17h

Pintura em Tecido - Professora Clarice Amorim
Período : de 07 de julho a 28 de agosto
Dia : Quartas
Horário : 14:30 às 16:30h

Feira de Antiguidades
Dia : 25
Horário : 9 às 18h


HORÁRIOS


De atendimento administrativo e da Biblioteca
de 2a a 6a feira - das 8:30 às 13 horas.

De Visita
de 3a a 6 a feira - das 9:00 às 17:50 horas
sábado e domingo das 14:00 às 17:30 horas

Instituto Arqueológico, Histórico e Geográfico Pernambucano


Conhecer ao vivo parte da história de Pernambuco é o que pode ser feito ao visitar um casarão de dois andares, porta larga de entrada, três janelas e varanda, com cerca de 1.000 metros quadrados, localizado na rua do Hospício, bairro da Boa Vista, no Recife. É o Museu do Instituto Arqueológico, Histórico e Geográfico Pernambucano.

O espaço, desconhecido pela maioria da população, abriga um dos mais ricos acervos do Estado. Ao todo são mais de 4.000 peças, entre móveis de famílias ilustres, pinturas, espadas, jarros de porcelana, peças numismáticas (moedas e medalhas), leques, espelhos, canhões, espingardas, quadros dos últimos três séculos, alocados em nove salas temáticas que estão em exposição permanente.

Logo na entrada, um dos maiores destaques do local. É o marco divisório entre as capitanias hereditárias de Pernambuco e de Itamaracá, assentado em 1535, quando da visita do então donatário português Duarte Coelho ao porto, depois chamado de Pernambuco Velho.

Trata-se de uma coluna cilíndrica em pedra lioz medindo cerca de 2,5 metros com o brasão e a coroa real portugueses. É monumento nacional tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), tendo sido oferecido ao Museu, em 1888, por Francisco Cavalcanti, senhor do Engenho Tabatinga, localizado em Igarassu.

A peça tem um significado histórico enorme para Pernambuco, que foi, ao lado de São Vicente, a capitania que mais prosperou. Nelas, haviam ocorrido experiências de ocupação agrícola desde o período da colonização acidental (portugueses em contato com índios). Apesar de enfrentarem problemas comuns aos das demais, Duarte Coelho e Martim Afonso de Sousa obtiveram sucesso, conseguindo maior número de colonos, estabelecendo alianças com grupos nativos. A capitania de Pernambuco tinha 60 léguas, e estendia-se desde o rio Igarassu até a foz do São Francisco.

Isso foi o começo da rica histórica do nosso Estado. No período colonial, Pernambuco tornou-se um grande produtor de açúcar e durante muitos anos foi responsável por mais da metade das exportações brasileiras. Essa riqueza foi alvo do interesse de outras nações.

Na sala à direita ao marco histórico de Pernambuco, podem ser observados dois grandes painéis representando a Batalha dos Guararapes. Há, ainda, gravuras do Conde João Maurício de Nassau Siegen, bem como figuras importantes da soberania portuguesa no Nordeste: João Fernandes Vieira, André Vidal de Negreiros, Henrique Dias e D. Antônio Filipe Camarão.

Entre as peças curiosas, está um lenço delicado de mulher bordado com as iniciais J.C.C.J. Dizem que foi apanhado pelo imperador Dom Pedro II numa rua de Goiana, em 1859, quando da sua visita. Outros objetos a serem citados são o óculos de vidros verdes que pertenceu ao capitão José de Barros Lima, “O Leão Coroado”, a bandeira da Revolução de 1817 e a espada com a qual ele deflagrou o movimento, ao matar o Brigadeiro Barbosa, no dia 06 de março.

Outro objeto de grande importância para a história pernambucana está localizado no pátio do Museu. Trata-se do canhão de bronze utilizado na Batalha dos Guararapes, pesando 2,5 toneladas, fundido em Amsterdã (Holanda) em 1629, por Assuerus Koster. Essa peça conservou-se em Pernambuco graças à ação do Instituto Arqueológico, que conseguiu junto ao Ministério da Defesa, em 1866, permanecer com a posse dele – o outro canhão foi para o Rio de Janeiro.

Quanto à coleção de moedas, destacam-se as comemorativas à Abolição da Escravatura (1888); Cinqüentenário do Instituto (1912); Centenário da Revolução Republicana (1917); Centenário da Confederação do Equador (1924); Centenário do Instituto (1962); Centenário do falecimento do Conde da Boa Vista (1970); e Sesquicentenário do arcabuzamento de Frei Caneca (1975).

E, para manter tudo em ordem, é necessário investimento. José Gomes, diretor de acervo do Instituto, destaca que as dificuldades são enormes, mas com o empenho de todos os 50 sócios efetivos comandados por Luzilá Gonçalves, (historiadores, psicólogos, pedagogos, geógrafos, antropólogos, geólogos, arqueólogos, museólogos e escritores) consegue angariar doações de instituições privadas e organizações não-governamentais.

Uma dessas é a Fundação Vitae, de São Paulo/SP, que através de convênio repassou, aproximadamente R$ 70 mil. Esse montante está sendo utilizado nos trabalhos de catalogação e higienização da Biblioteca, que conta com acervo importante e obras raras. “A catalogação será informatizada e a higienização é fundamental para evitarmos perdas nos exemplares causadas por cupins”, completa Gomes.

Biblioteca – São aproximadamente 65.000 processos (inventários, crimes, falências etc), e ainda coleções de jornais do Século XIX, como, por exemplo, Diabo a Quatro, que satirizava por meio de desenhos assuntos de interesse da época (política e economia). Além disso, lá encontra-se coleção de ordens régias desde o século XVIII e atas da Câmara dos Vereadores do Recife desse mesmo período.

Na biblioteca, todos os dias tem gente de outros Estados e de outros países, em busca de documentos. Um dos exemplos é Sandro Gama, paulista, que está fazendo mestrado na área de História pela Universidade de São Paulo (USP). Ele ressalta a qualidade do acervo. “Depois de viajar por várias cidades, consegui encontrar no Recife documentos importantes e relativos ao período do meu estudo, que é sobre a libertação dos escravos”, diz.

Sobre o objetivo dos que fazem o espaço, José Gomes informa que a meta é oferecer às pessoas uma visita simples e desprovida de estética. “A intenção é transmitir ao público a importância da história”, afirma.
Comenta-se que o Museu teve suas origens a partir das críticas feitas pelo Imperador D. Pedro II, quando da sua vinda ao Recife, em 1859, sobre o descaso e a indiferença dos intelectuais pernambucanos quanto ao passado histórico do Estado. Daí, um grupo de estudiosos decidiu criar a instituição, passando a recolher qualquer tipo de doação.

O Museu do Instituto Arqueológico, Histórico e Geográfico Pernambucano é o segundo mais antigo do Brasil, tendo sido fundado em 27 de janeiro de 1862, através da iniciativa privada. Só abriu suas portas à visitação em 1866 com o nome de “Sociedade Arqueológica”.

Inicialmente, funcionou na Biblioteca Provincial do Convento do Carmo, passando pela Biblioteca Pública do Convento de São Francisco, Palácio da Província (hoje Palácio do Campo das Princesas), Ginásio Pernambucano, até que no Governo Manoel Borba, em 1920, passou a ter sua sede na rua do Hospício, onde permanece até hoje.

Vale salientar que, naquela época, os museus recebiam qualquer tipo de doações, devendo recolher as “curiosidades” ou “raridades”. Foi aí onde apareceram cascos de tartarugas gigantes, chifre de rinoceronte, costela de baleia, e até mesmo uma pedra anti-diluviana.

Forte do Brum - Recife/PE

Os portugueses o iniciaram em 1629, os holandeses o terminaram em 1631. O mais importante forte de Recife é hoje um museu militar, que exibe desde armas antigas e modernas até o esqueleto de um soldado da época da invasão holandesa.

O Forte de São João Batista do Brum localiza-se no bairro do Recife, cidade do Recife, estado de Pernambuco, no Brasil.

Primitivamente, erguia-se ao Norte da povoação do Recife, no istmo de areia que a ligava a Olinda.

Antecedentes

SOUSA (1885) denomina-o simplesmente de Forte de São Jorge, localizando-o meia milha ao sul do Forte de Santo Antônio, no lugar chamado Fora de Portas. Nesse sentido, este seria o também denominado Forte de São Jorge Novo. De acordo com o autor, sobre os alicerces de uma antiga trincheira portuguesa, conquistada pelo corsário inglês James Lancaster em abril de 1595, os neerlandeses edificaram o Forte do Brum. Atribui, incorretamente, o sobrenome Brum ao General neerlandês Vanderbourg, registrando que a estrutura era denominada pelos pernambucanos como Forte Perrexil (op. cit., p. 82-83). GARRIDO (1940) localiza a Fortaleza do Brum poucos metros ao Norte do Forte de São Jorge, meia milha ao Sul do Forte de Santo Antônio, complementando que foi iniciado em 1629, pelo engenheiro Diogo Pais (Forte Diogo Pais), com a função de defesa da barra do Recife (op. cit., p. 69-70).

Na iminência da segunda das Invasões holandesas do Brasil (1630-1654), face à precariedade das defesas do Recife, o Superintendente da Guerra da Capitania de Pernambuco, Matias de Albuquerque (c. 1590-1647), ordenou a demolição do arruinado Forte de São Jorge, e com o material deste, e a sua artilharia, a construção de um novo forte.

O domínio neerlandês

O Forte Novo de São Jorge foi iniciado em outubro de 1629, com risco do Engenheiro militar português Diogo Pais, com as suas obras a cargo do Sargento-mor Engenheiro Pedro Correia da Gama, a ser artilhado com vinte e quatro peças de diferentes calibres. Foi invadido em fevereiro de 1630, ainda na fase inicial de suas obras, quando não devia passar de uma simples bateria ou entrincheiramento. Incompleto e danificado pelo assalto, foi concluído a partir de abril-maio de 1630 pelos Engenheiros neerlandeses Tobias Commersteyn, Andréas Drewich e Pieter van Bueren (GARRIDO, 1940:70). Foi denominado Forte Bruyne (por corruptela, Brum), em homenagem a Johan Bruyne, integrante do Conselho de Comissários que governou o Brasil neerlandês (BARRETTO, 1958:146). A sua estrutura era uma forte estacada dupla de madeira preenchida com areia, contratada por empreitada com o Alferes do Capitão Ellert, Ludolf Nieuwenhuysen e com o Sargento do Capitão Craey, Joris Bos. Sobre esta estrutura, Maurício de Nassau, no "Breve Discurso" de 14 de janeiro de 1638, sob o tópico "Fortificações", reporta:
"Adiante do Castelo de São Jorge, sobre a praia de areia que vai ter à cidade de Olinda, está o forte de Bruyne. É quadrangular, tem do lado do mar somente meios baluartes pequenos, e do lado do rio [Beberibe] baluartes inteiros e acabados. Acha-se em boa ordem e em perfeito estado, mas não tem fosso e nem as necessárias paliçadas. Há diante dele um hornaveque que está um tanto estragado. A tiro de mosquete deste hornaveque fica um reduto que serve de guarda-avançada."

O "Relatório sobre o estado das Capitanias conquistadas no Brasil", de autoria de Adriaen van der Dussen, datado de 4 de abril de 1640, complementa, atribuindo-lhe a Companhia do Sr. Ghijselin com um efetivo de 125 homens:
"À distância de um tiro longo de mosquete do Castelo de São Jorge em direção à cidade de Olinda, fica o forte de Bruyn, que é um forte de quatro baluartes, se bem que, do lado do mar, em consequência do descaimento da praia, os baluartes e os flancos não puderam ser completados; possui um hornaveque, não tem fosso mas uma sólida paliçada em torno, sendo o forte de uma altura regular. Nele há 7 canhões de bronze a saber: 2 de 24 libras, 1 de 18 [lb], 1 de 16 [lb] (sendo uma peça espanhola), 1 de 10 lb, também [peça] espanhola, e 2 bombardas de 6 lb, todos montados."

BARLÉU (1974) transcreve a informação: "(...) Não longe do Forte de São Jorge, avista-se o do Brum com quatro bastiões e sete peças de bronze, fechado, demais, com a sua estacada." (op. cit., p. 142). Atribui-lhe o mesmo efetivo de 125 homens (op. cit., p. 146). Figura nos mapas de Frans Post (1612-1680) da Ilha de Antônio Vaz (1637), e de Mauritiopolis (1645. Biblioteca Nacional, Rio de Janeiro), e no mapa "A Cidade Maurícia em 1644", de Cornelis Golijath.

A reconquista portuguesa

Reconquistado por forças portuguesas ao final do conflito (1654), quando estava artilhado com quatorze peças (GARRIDO, 1940:70), foi rebatizado como Forte de São João Batista. O governador da Capitania de Pernambuco, Bernardo de Miranda Henriques, solicitou à Coroa permissão para restaurar o forte (18 de setembro de 1667), tendo em vista a sua importância para a defesa da Capitania. Com a nomeação de Antônio Correia Pinto para o cargo de Engenheiro da Capitania de Pernambuco (15 de dezembro de 1668), foi elaborada planta para a sua reconstrução, cujas obras ficam a cargo da Câmara Municipal de Olinda, empregando-se a pedra retirada das ruínas abandonadas do Forte de São Jorge Novo (arenito retirado dos recifes). A partir de 1671 as obras passam à responsabilidade de João Fernandes Vieira (1602-1681) no cargo de Superintendente das Obras de Fortificação da Capitania de Pernambuco, acrescentando-se-lhe um fosso inundado no exterior, protegido por um pequeno muro, concluindo-se as suas obras em 1690, no governo de Antônio Luiz Gonsalves da Câmara. Obras complementares prosseguiram até 1715.

O século XIX

Foi cenário dos diversos conflitos registrados na Província na primeira metade do século XIX:
Durante a Revolução Pernambucana (1817), após o assassinato do Brigadeiro Barbosa de Castro pelo Capitão José de Barros (o "Leão Coroado") no Forte de São Tiago das Cinco Pontas (6 de março), o Governador e Capitão-general da Província de Pernambuco, Caetano Pinto de Miranda Montenegro (1804-1817), refugiou-se no Forte do Brum. Sem meios de defesa ante o assalto dos rebeldes, o governador foi forçado a capitular (7 de março) e a embarcar para o Rio de Janeiro.
Em 1823 o Comandante das Armas da Província, Coronel Joaquim José de Almeida, foi detido neste forte, pelo povo e pela tropa, amotinados (GARRIDO, 1940:70).
Durante a Confederação do Equador (1824), nele também foi detido o chefe da Junta Governativa nomeado pela Câmara de Olinda, Manuel de Carvalho Pais de Andrade. A sua guarnição se revoltou, libertando-o, iniciando o conflito (TINÉ, 1969:96-97), que se encerrou com a ocupação deste forte (17 de setembro de 1824) (GARRIDO, 1940:70).
Durante a Insurreição Praieira (1848), serviu como prisão política, conforme a "Lista dos Cidadãos que se achavam presos em Pernambuco em 2 de maio de 1849" (MELLO, 1978:237-238).

SOUSA (1885) r
elata que seu traçado era o de um polígono irregular, composto de três faces abaulartadas e uma simples, faceando o ancoradouro. Encontrava-se em bom estado de conservação, classificada como de 2ª Classe, e sua artilharia montava a quarenta e oito peças de diferentes calibres, servindo de registro ao porto do Recife, à época (1885) (op. cit., p. 83). Cercado por um fosso, o seu interior é acessado por uma ponte sobre arcos de alvenaria, e um portão monumental. No vértice dos dois baluartes pelo lado de terra, erguem-se guaritas hexagonais. Ao abrigo das muralhas, sobre o terrapleno, em torno da praça de armas (com 300 m²), ergue-se o conjunto das edificações: Quartel de Tropa, Quartel de Comando, Casa da Pólvora, Capela, Calabouço e outras.

Do fim do Império aos nossos dias

GARRIDO (1940) reporta que o forte sofreu reparos em 1886, e melhoramentos, no montante de 11:888$000 réis, em 1889. Em 1907 exigia reparos gerais, particularmente no esgoto e na iluminação, tendo se providenciado o mais urgente em 1908, e se destinado uma verba de 14:000$000 réis para o ano de 1909. Com a eclosão da Primeira Guerra Mundial (1914-1918), foi guarnecido, a partir de 1915, pela 2ª Bateria do 4º Batalhão de Posição da Bahia (op. cit., p. 70).

A partir de 1934, o General Manoel Rabelo cogitou reformar as suas instalações para aí instalar um Museu Militar. Permanecia abandonado ainda em 1938, abrigando famílias de baixa renda (GARRIDO, 1940:70-71). De propriedade do governo do Estado de Pernambuco, foi tombado pelo IPHAN desde 1938. Em meados do século XX, serviu como depósito da 7ª Região Militar (BARRETTO, 1958:146), e como posto de alistamento.

Sofreu pesquisa arqueológica parcial em 1985, pelo Laboratório de Arqueologia da Universidade Federal de Pernambuco, em colaboração com o Comando Militar do Nordeste, a 7ª Região Militar e a Fundação Joaquim Nabuco. Na ocasião foi pesquisada a Praça de Armas, descobrindo-se algumas das primitivas estruturas do forte, inclusive a cacimba de água.

Administrado pelo Exército brasileiro, encontra-se restaurado e aberto ao público, abrigando, desde 5 de janeiro de 1987, o Museu Militar do Forte do Brum (MMFB), que exibe armamento e peças arqueológicas.

Em seu interior destaca-se a Capela de São João Batista, em estilo maneirista.

Bibliografia
  • ALBUQUERQUE, Marcos. Museu Militar do Forte do Brum. Recife: D. Arte Publicidade, [s.d.].
  • BARLÉU, Gaspar. História dos feitos recentemente praticados durante oito anos no Brasil. Belo Horizonte: Editora Itatiaia; São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo, 1974. 418 p. il.
  • BARRETO, Aníbal (Cel.). Fortificações no Brasil (Resumo Histórico). Rio de Janeiro: Biblioteca do Exército Editora, 1958. 368p.
  • FRANCA, RUBEM. Monumentos do Recife. Recife: Governo do Estado de Pernambuco/Secretaria de Educação e Cultura, 1977.
  • GARRIDO, Carlos Miguez. Fortificações do Brasil. Separata do Vol. III dos Subsídios para a História Marítima do Brasil. Rio de Janeiro: Imprensa Naval, 1940.
  • MELLO, José Antônio Gonsalves de (ed.). Fontes para a História do Brasil Holandês (Vol. 1 - A Economia Açucareira). Recife: Parque Histórico Nacional dos Guararapes, 1981. 264p. tabelas.
  • ROCHA, Leduar de Assis. Forte do Brum: patrimônio histórico nacional. Recife: [s.n., s.d].
  • SOUSA, Augusto Fausto de. Fortificações no Brazil. RIHGB. Rio de Janeiro: Tomo XLVIII, Parte II, 1885. p. 5-140.
Tecnologia do Blogger.

Marcadores

Curiosidades e Invenções (419) Famosos (324) Filmes / séries / desenhos / TV (304) Música (213) Diversos (196) Tecnologia (170) Moda (140) Medicina e saude (130) Esporte (118) Gastronomia e regras de etiqueta (106) Dia-a-dia (64) Educação e Cultura (64) Datas Comemorativas (48) Mundo animal (43) Eventos (42) Politica e leis (35) Jogos (31) Infórmatica (30) Turismo (26) Ciencia (23) Acidentes/ guerras/ crimes / tragédias (18) Guias (17) Jogos online (14) Decoração e dicas do dia-a-dia (13) Garoto e Garota glamour (11) Download (9) Novidades (7) Geografia (6) Emprego (4) Mural Estudantil (3) Religião (3) Tendências (3) Brasil (2) Criativo (2) Estudo (2) Lady Gaga (2) Lançamento (2) Meio Ambiente (2) Publicidade (2) Recife (2) Unhas (2) Alcatraz (1) Allen Gregory (1) Amazônia (1) Aperitivos (1) Aplicativos (1) Apple (1) Arnold Schwarzenegger (1) Ashton Kutcher (1) Atualidades (1) Beleza (1) Britney Speares (1) Carnaval (1) Charlie Sheen (1) Cinemagrafs (1) Cobra (1) Damian Marley (1) Dicas (1) Doritos (1) FOX (1) Facebok (1) Forbes (1) Foto (1) Geoff Stults (1) Gisele Bundchen (1) Greve (1) Ideias (1) Instagram (1) Internacional (1) Internet (1) Ipad (1) Jon Heder (1) Jorge Garcia (1) Joss Stone (1) Justin Bieber (1) Kiefer Sutherland (1) Kristi Lauren (1) MTV (1) Mauricio de Sousa (1) Michael Duncan (1) Mick Jagger (1) Oportunidades (1) Oprah Winfrey (1) Passarela (1) Redes Sociais (1) Rolling Stones (1) Sarah Jones (1) Selena Gomez (1) St. Augustine (1) The Big Bang Theory (1) The Finder (1) The New Girl (1) The Now York Post (1) Touch (1) Turma da Monica (1) Twitter (1) Two and a Half Men (1) Universidade de Utah (1) Vogue (1) Warner Bros (1)

Seguidores

Blogroll

estatisticas gratis
© Copyright OC - Eventos e Promoções| Traduzido Por: Mais Template | Designed By Code Nirvana
Back To Top